quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vómitos


Há bem pouco tempo, Pedro Costa brindou-nos com um excelente “post” sobre “o escarro”.
Fiquei deliciado com a forma com que o autor aborda a questão da má criação que recrudesce na Sociedade Portuguesa.
Tem razão Pedro Costa, é um facto, a má educação persiste nas mais diversas áreas da vida nacional e muitas vezes “tropeçamos “ nela, mesmo sem querer.

Talvez por isso sejamos diferentes, para pior, dos nossos congéneres Europeus.

Aqui no Burgo também assim é!

Todo e qualquer “post” aqui colocado desemboca sempre na mesma temática: “Carlos Marques…, Carlos Marques…, Carlos Marques…

Mas, curiosamente, o sentido é unívoco.

Esse facto não me apoquenta, acreditem; até acho engraçado que me conotem com uma figura com quem, reconheço, até simpatizo.

Mas, caramba, existe um limite para tudo.

Tolero a boçalidade e o tom brejeiro dentro dos limites do razoável, mas não posso admitir a difamação gratuita e a abordagem de áreas da vida pessoal que a cada um dizem respeito, sendo, portanto, íntimas.

Também sei que o objectivo é descredibilizar este espaço, por um “ciúme costumeiro” de quem mostra fazer melhor.

Acredito que quem perpetua estes comportamentos, através dos seus comentários, até tem “telhados de vidro”; mas os seus pais, esposas e irmãs devem ser pessoas respeitáveis; têm vidas desafogadas e nada devem a ninguém; são profissionais íntegros e figuras distintas do nosso Concelho.

Oh Pedro Costa, já nem sei se são “escarros” ou são “vómitos”; mas o seu destino é sempre o mesmo: desviamo-nos deles e eles lá ficam, no chão, até desidratarem e serem levados pelo vento…

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Convidados para o congresso do PS




Depois do convite formulado a Hugo Chavez, agora Sócrates convida o PCP Chinês para estar presente no Congresso do PS.

Sinais políticos claros?

Simpatia pelas personalidades e pelas respectivas políticas?

Costume institucional?

A mim parece-me uma falta de respeito descarada à Democracia Portuguesa e aos Portugueses.
Um exercício da mais pura arrogância política.
Uma deriva perigosa e uma tendência clara de Déspota do nosso Primeiro-ministro.

Vivemos um período perigoso da nossa História;
De desassossego;
De angústia, até.

É de todo impensável ver “abrir as portas” do nosso País a líderes que colocam em causa os mais básicos princípios da Democracia e aqueles que esquecem, pura e simplesmente, os Direitos do Homem.

Lamentável!...


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tiro no pé


A última Assembleia Municipal deixou transparecer um novo paradigma no Concelho da Mealhada: afinal os “animais políticos” também erram.

Passo a explicar:

Na pretérita sessão de Dezembro Rui Marqueiro “pintou mais um quadro” da sua obra a que deu o nome “Como apear Cabral do poder”. Convidou um novato pintor desconhecido do público (Miguel Felgueiras) e, pela sua mão, desenhou a pastel.

A proposta de mapa de pessoal apresentada por Cabral foi a tela onde Marqueiro “espalhou a sua criatividade”.

Rezam as crónicas que foi um ambiente surreal; Felgueiras a tentar lembrar-se do memorando que Marqueiro lhe ditou no dia anterior, entrecortado com uma linguagem própria de “malha nos nossos”, tão ao jeito do Ministro Augusto Santos Silva.

Mas o que interessava era malhar…

E veio o chumbo Socialista, amenizado por alguns ”fiéis Cabralistas”, mas exponenciado por um PSD que nestas coisas difíceis (???), pede uns minutos para pensar e segue a orientação do “Papa” Peres: sigam Marqueiro.

Carlos Cabral agiu e “aumenta o tempo de antena” de Calhôa na Câmara, fundamentando a sua opção com a malvadeza de Marqueiro.

O “animal político” encontra espaço para mais “um óleo” e conspira com Miguel Ferreira e Cadete, na Quinta dos 3 Pinheiros, pedindo ajuda para pintar o “quadro”.

Havia que, mais uma vez, encostar “Cabral às cordas” e continuar a obra.

E redigiram um texto lindo para levar à Assembleia Municipal de 6 de Fevereiro último.

Dizem os presentes que Marqueiro naquele dia ao entrar na Vasconcelos Lebre ia mais inchado que o habitual, seguríssimo.

Mas houve quem borrasse a pintura: o texto foi chumbado.

Do lado Socialista mudaram-se intenções de voto, do lado do PSD abstenções e atrasos comprometedores…

Marqueiro “espumou” e deixou aflorar aquele jeitinho déspota de quem, mesmo nas derrotas, procura deixar entender que a culpa não foi sua.
O coitado do Rosas da Vacariça ficou completamente “apalermado” com o raspanete que levou.

Também me contaram que “nos amigos de Alex” os tremoços nem com a cerveja iam para baixo.

A Marqueiro cai que nem uma luva o adágio popular: “Um homem carregado de livros (votos do Jorge Carvalho) não é necessariamente um doutor (Presidente de Câmara)”.

Suspeito que isto não fica por aqui e Marqueiro provará do seu próprio veneno não tarda nada.

Duvidam?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sem comentários...


"Qualquer deles que seja o candidato (Cabral ou Marqueiro) nada trará de novo, representando tão sómente rostos do passado."
César Carvalheira in JM 18.02.09

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Absentismo municipal


Conforme o prometido, eis os números que nos podem conduzir a várias ilações.

Desde o início do presente mandato autárquico ocorreram 78 reuniões do Executivo Municipal.

Estas são as presenças dos nossos autarcas:

. Carlos Alberto da Costa Cabral: 78 presenças.

. Maria Filomena Batista Pereira Pinheiro: 77 presenças.

. José Carlos Calhôa Morais: 75 presenças.

. António Jorge Fernandes Franco: 77 presenças.

. Gonçalo Miguel Lopes Breda Marques: 62 presenças.

. João Fernando Oliveira Pires: 53 presenças.

. Carlos Alberto Gonçalves Marques: 78 presenças.

Nota: não considerei as suspensões de mandato, porque entendo que elas se devem reduzir ao que são, de facto, faltas à responsabilidade de exercer o mandato que é confiado pelo eleitor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O epílogo?



Rui Marqueiro foi nomeado Presidente do CEFA (Centro de Estudos e Formação Autárquica).

Esta nomeação pode ter uma leitura simples:

Toma lá um "Chupa-Chupa" para deixares tranquilo o PS na Mealhada.

Da mesma forma aclaram-se situações que, no passado recente, eram equívocas:

João Peres "deixará" César Carvalheira ser o candidato do PSD à autarquia Mealhadense porque Marqueiro está "ocupado", vendo esfumar-se assim o seu sonho.

A apresentação da candidatura de Carvalheira poderá, assim, ocorrer dia 13 de Fevereiro, sem mais adiamentos sub-liminares.

Carlos Cabral será Presidente de Câmara e o Hospital continuará a ser, para o Provedor, uma "pedra no sapato".

Algumas questões surgem:

Porque não Marqueiro na Lista de Deputados por Aveiro?

A "facção Marqueirista" estando "decapitada" ficará quieta; ou promoverá um sargento a comandante?

Uma vez mais, o futuro o dirá.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Absentismo


O que mais indigna e faz interrogar o comum cidadão são as faltas que os nossos representantes políticos dão aos Órgãos para os quais foram eleitos e nos quais nos deveriam representar.

Assim é na Assembleia da República, facto que recentemente deu polémica e que coloca a questão na agenda politica.

Extrapolando para a realidade Concelhia, se calhar, faz sentido perguntar qual o membro do executivo Camarário que mais faltou neste mandato.

São capazes de responder?

Voltarei mais tarde com a resposta.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Será assim tão dificil???



Muito se tem falado, na blogosfera local, sobre candidaturas autárquicas.

Algumas “dissertações” parecem-me ter alguma análise honesta, outras servem apenas para lançar a confusão e destilar fel, alimentando ódios de estimação.

Vou tentar uma análise prospectiva que se enquadre com o meu pensamento, tentando ser o mais honesto possível.

Em Outubro de 2009 Carlos Cabral será candidato, por muito que custe a Rui Marqueiro.
Este terá a percepção do óbvio e as suas manobras mais recentes só podem servir para forçar um lugar na lista de Deputados por Aveiro, nas Legislativas que aí vêm.

Cabral não abdicará de construir a sua equipa e será forçado a alguns retoques (poucos) no grupo da Vereação Socialista.

Surgirão algumas surpresas?

Julgo que não!

Marqueiro resignar-se-á e abandonará a postura lamentável que tem levado a cabo nos últimos meses. O seu grupo ficará “órfão” durante quatro anos e, dentro dele, surgirão tentativas de auto-afirmação na sucessão ao “trono”.

Carlos Cabral não esquecerá e tudo fará para desbravar caminho a António Jorge Franco.

No PSD Carvalheira andará em pânico.

A noção que Peres e Pinheiro é que mandam deve ser clara na sua cabeça, menos clara para si, no entanto, é a colagem que Miguel Ferreira fez a esse duo isolando, claramente, Carvalheira no seu sonho.

Mas César Carvalheira será candidato se chegar a Outubro, embora o seu desejo decresça em razão inversa à proximidade das eleições; os conflitos internos tornar-se-ão cada vez mais visíveis e as “negas” que irá receber serão mais que muitas.
Aliás os recentes adiamentos do Plenário de militantes “dizem” claramente que Carvalheira nada tem para apresentar, porque as pessoas, nas Freguesias, lhe dizem não com uma facilidade com que ele não contava.

Se chegar a Outubro, César Carvalheira terá uma resposta claríssima do eleitorado: um resultado humilhante e histórico (pela negativa) no Concelho da Mealhada.

Chegará a altura de “juntar os cacos” e será nessa fase que Carlos Marques dirá presente, não me parecendo que assuma uma candidatura independente nesta altura.

Seria um erro que ele não deverá cometer.

No PCP João Louceiro poderá ser uma agradável surpresa e encabeçar a lista dos Comunistas; um jovem inteligente, aguerrido e sem medo.

O PS reforçará a sua maioria, o PSD retrocederá 10 anos e o PCP afirmar-se-á como uma agradável surpresa

Sem hipocrisias, desonestidades intelectuais ou ódios será assim que tudo deverá passar-se.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sem comentários...


O meu post anterior relata uma situação da vida interna do PSD Concelhio que roça os limites da razoabilidade.

Hoje escrevo sobre a mesma situação porque entendo que ela encerra, já, características patológicas.

Depois de agendado para dia 24 e adiado para 30 deste mês, ontem o Plenário de militantes do PSD Mealhada voltou a não acontecer.

Sinto dificuldade em apelidar este acto da gestão corrente do partido na perspectiva do militante; mas sei que a expressão mais usada por aqueles que, ontem, se dirigiram à sede dos Bombeiros Voluntários da Mealhada era: “andam a gozar com os militantes do partido…”.

Andam, de facto!

Terá o facto alguma correlação com a reunião havida na pretérita semana entre Miguel Ferreira e Marqueiro, nos 3 Pinheiros?

Ou terá algo a ver com o jantar de César Carvalheira e Marqueiro, no Castiço, na passada 3ª feira?

Interrogações a que o futuro se encarregará de responder…

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pinóquio e o Plenário do PSD


O PSD da Mealhada actual tem, realmente, características inusitadas para nos fazer rir.

Começo a pensar qual o seu modo de actuação (?) mais contraproducente: se não fazer, pura e simplesmente, nada (aquilo que mais têm feito neste quase ano de mandato!) ou fazer algo.

Não fazer nada de intervenção politica pode fazer com que os eleitores esqueçam o partido como hipótese governativa; a falta de uma oposição assídua e consistente e a ausência de propostas alternativas para isso concorrem.

Fazer algo tem sido mais preocupante, ainda.
O caso contratados da Câmara Municipal; o “caso Calhôa”; a retirada de confiança politica aos Vereadores Breda Marques e Carlos Marques; os convites múltiplos para a escolha de candidato (com o expoente máximo a surgir da expressão de Carvalheira: “só um doido aceitará ser candidato pelo PSD”.) são exemplos na memória de todos nós.

Surge agora um novo episódio caricato em torno de um Plenário de militantes.

Segundo me “ventilaram” estaria agendada uma reunião magna dos Social-democratas para o passado dia 24 à noite; esta convocatória foi feita num jornal local sem se remeterem convocatórias, com ordem de trabalhos, para todos os militantes, facto que, julgo, era usual no partido.

Estranhamente nesse dia nada se passou, tendo havido, inclusive, militantes que se dirigiram á sede dos Bombeiros da Mealhada (local marcado) e deram com o “nariz na porta”.

Segundo sei até à data nada mais se sabe sobre o assunto.

Deixo aqui uma sugestão aos militantes do PSD Mealhada: perguntem ao Dr. Rui Marqueiro quando é o Plenário do PSD…

A César Carvalheira e seu séquito um apontamento: quem propala a unidade e o consenso; quem afirma que vai aglutinar os militantes do partido em torno de um projecto para 30 anos; quem fala em trazer jovens e mulheres para a vida pública e partidária e quem diz que o património do PSD Mealhada é a sua militância, não pode agir deste modo.

Sou obrigado a evocar o Pinóquio…

sábado, 24 de janeiro de 2009

A Blogosfera local


Os blogs pululam no Concelho da Mealhada à medida das necessidades dos seus autores.

Esta é a minha visão do fenómeno, mas aceito uma melhor opinião.

Arrisco uma análise muito própria tendo a noção que posso, eventualmente, cometer uma ou outra injustiça.

Por essa mesma razão vou tentar ser o mais objectivo possível, afastando-me de ironias ou figuras de estilo mais ou menos assertivas.

Vou apenas abordar aqueles que mais visito.

O Conta-corrente tem a vantagem, óbvia, de identificar o seu autor mas perde interesse pelo traço demasiado narcísico que evidencia.
Os posts são a maior parte das vezes revisitações do que vamos vendo noutros Blogs, o que não estranhamos face ao “modus operandi” de Breda Marques na política: “as propostas copy paste” abundam no seu percurso autárquico.
Divirto-me, de facto, a assistir aos comentários que por ele são colocados nos seus próprios textos: um ode ao narcisismo, puro e simples, mas que lhe vai “bordando o ego a linho fino”.

A Verdade das cinco é a versão Breda Marques em anónimo.
Umas vezes ele outras vezes a esposa, aliás como também era habitual no conta-corrente em textos mais elaborados, entretêm-se a abrir um caminho Messiânico: Breda e Pires irão aparecer do nevoeiro e salvar o PSD e o Concelho da Mealhada do bando de malfeitores que por aqui andam.
Hilariante e divertido, sem dúvida.

O Chá com porradas deixa antever um homem de bem com a vida, fazendo-nos crer que o aspecto bonacheirão da figura confirma o senso comum: os gordos são gente feliz.
Mas Pedro Costa mostra ser um homem inteligente, arguto e portador de um sentido de humor de fino recorte.
Gostava de o ver com menos chá e mais porradas, o que ele também não desdenharia porque a critica politica “corre-lhe nas veias”.
Mas, o esforço de contenção tem sido grande…

O Thoughts on Mealhada mostra um tipo que “não é do ofício” que tenta através dos escritos on-line afirmar-se na sociedade.
A vida foi-lhe madrasta (por culpa própria!) e este é entendido por si como um veículo de afirmação pessoal, nem que para isso se peça a outrem que escreva por si.
Egídio esquece que a dignidade pessoal não se mede por palavras de 7,5 euros mas sim por um percurso de vida que não nos envergonhe…

A Milha de Calígula não deixa dúvidas; era um órgão colegial bem urdido e, por razões que me escapam, passou a Sociedade Unipessoal da maledicência.
António Miguel Ferreira persistiu num objectivo que era só seu, e que conseguiu camuflar aos seus sócios por algum tempo: derrubar a liderança Social-democrata e instalar-se no círculo do poder laranja através da intriga e da mentira.
Hoje continua sendo, apenas, a voz oficial de César Carvalheira e um acrítico seguidor do interesse numa vida melhor, perspectiva que lhe advém dos milhões (?) de Peres e da influência (?) de Marqueiro.
Os princípios e as convicções podem esperar.
Ter crescido num bairro social é sentido por ele como uma nódoa que nem a benzina apaga…

O Mealhada café pode muito bem ser o refúgio de João Pires.
Na política anda suspenso há tempo demasiado e dar uma facadita aqui e outra acolá começa a ser divertido.
O anonimato cobre-lhe as costas e a esposa está ali ao lado para lhe dar uma ou outra ideiazita.
A intriga e a conspiração são instrumentos que domina como ninguém e se as exerce dando a cara porque não “escondido” atrás do computador…

E…

O Diário do Burgo é meu!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A Expo-Mealhada



“Câmara acha que Expo Mealhada não interessa. Aceito mas não concordo!”

A afirmação é de Carlos Pinheiro, presidente da ACIM (Associação Comercial e Industrial da Mealhada) ao JM do dia 14.01.09.

Nota curiosa esta, verificar-se que depois desta Associação ter promovido os certames de 2005 e de 2006, vir agora (desde 2007) colocar o “peso da realização do evento” para cima da Câmara Municipal.
Como esta não assume a responsabilidade, deixa-se morrer um evento que faria todo o sentido no nosso Concelho.

- Fazes tu!
- Não! Tu é que deves fazer.

Um mero jogo de “pingue-pongue” jogado com prejuízo sério para ao Concelho da Mealhada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Flatulência...apenas.


“Um membro do PSD levantou algumas questões relacionadas com concursos.”
“Recordo-me de um relatório…um documento sem grande profundidade…”
“Se o PSD acha que a Câmara tem tido más práticas em matéria de concursos deve agir como partido político…”
“O PSD apresentou um relatório mas não voltou a falar nele.”
Rui Marqueiro in MM 14.01.08


Foram só gases doutor Marqueiro…só gases.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O Caminho faz-se caminhando...



Breda Marques encontrava-se refastelado numa cadeira da esplanada do “Deza 9 Café”, na Mealhada, à sua frente João Pires bebericava uma imperial e trincava, freneticamente, uns tremoços…parecia nervoso.
- Não posso fazer isso, não me parece que as pessoas vão entender.
- Ande lá Dr. - insistia Breda Marques – é a única solução que temos.
O antigo candidato do PSD à Câmara Municipal tentava explicar ao amigo e companheiro, de lutas recentes, que o caminho a seguir era a colagem ao PS…
- Repare que no PSD já não temos hipóteses, correu-nos tudo mal.
- A culpa foi sua, eu apenas fiz o que você me disse para fazer…
- Está bem, mas isso agora já não interessa – retorquia Breda – temos é que salvaguardar o nosso futuro.
João Pires levantou-se, visivelmente irritado, e pontapeou a cadeira.
O empregado de mesa, sorrateiramente, abandonou o local e agachou-se atrás do balcão.
- Você disse que tínhamos que pôr o Carlos Marques a andar e eu fiz o que você me mandou; disse que nos tínhamos que colar ao Carvalheira e eu fiz o que você me mandou; disse que tinha que me disponibilizar para ser candidato à Câmara e eu fiz o que você me mandou; você disse para eu suspender o mandato de vereador e eu fiz o que você me mandou, nunca mais apareci…e agora estou nesta situação.
- Tenha calma Dr. tudo se vai resolver; fique descansado que você não vai dar aulas até ao fim dos seus dias nem eu ficarei nos alumínios a vida toda.
O Dr. Rui Marqueiro está a congeminar uma coisa em grande e temos que nos colar a ele…
- E se volta a correr mal? – Indagava João Pires.
- Não se esqueça que toda a gente nos culpa pela situação do PSD actual…
Breda Marques engoliu um tremoço que retirara do pires, sem ter tempo de o mastigar; engasgou-se e esteve perto de trinta segundos a tossir.
- Você pensa que não me custou votar a favor do Orçamento de 2009 e que não me custa andar a gabar as medidas do Cabral…- Vociferou Breda Marques.
Temos que parecer “cristãos novos” do PS e depois saltamos para a equipa do Marqueiro; não vai parecer tão mal aos olhos de todos. - Asseverava Breda.
- Não sei, não sei…
Pires acabou a imperial e Breda Marques pediu mais uma Coca-cola.
Entretanto o empregado de mesa fez umas chamadas do local onde se encontrava:
Marqueiro tinha o telemóvel no silêncio, não ouviu;
Carvalheira tinha trocado de telemóvel há pouco tempo e não atendeu porque não sabia qual era a tecla;
Carlos Marques atendeu:
- Sim?
- Quero-lhe dar uma informação confidencial…- tremia o empregado de mesa – não me pergunte quem sou…
- Diga. – Respondeu Carlos Marques.
- O Breda Marques e o João Pires estão aqui perto a conspirar e a falar de si…
- O César Carvalheira também está? – Questionou Marques.
- Não, esse não está.
- E o João Peres?
- Também não.
O empregado de mesa já não estava a perceber nada…
Olhe…está algum puto novo da JSD com eles?
- Não, estão sozinhos.
Posso fazer-lhe uma pergunta? – Rematou Carlos Marques.
- Sim, diga.
O empregado estava sem saber o que pensar ou dizer…
- Porque foi que me ligou?
Entretanto, na esplanada, Breda Marques pegou na fita métrica e João Pires nas folhas da avaliação do desempenho e levantaram-se.
Saíram cabisbaixos e esqueceram-se de pagar…
O empregado de mesa não fez caso.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Confesso que já me sentia entediado…

Como não sou hipócrita e não faço da mentira um estilo de vida, desvendo as razões do meu afastamento temporário:

Procurei trazer algo de novo às “tertúlias info-instaladas” no nosso Concelho, explanando a minha opinião (a isenção e imparcialidade são relativas!) e esperando comentários que se identificassem com os meus conteúdos e com a minha forma de escrever;

Procurei ser acutilante q.b., sarcástico algumas vezes e irónico quase sempre;

Pautei a minha existência por critérios de oportunidade e de actualidade;

Fiquei, quase sempre, desiludido com o “Feedback” que ia recebendo dos meus visitantes e, consequentemente, comentadores.

Decidi parar porque me sentia amarrado a uma falta de capacidade de vos “educar” na “perspectiva Bloguista”, aparcando-vos de uma identidade brejeira e de uma existência banal.

Espero que o hiato que, propositadamente, criei tenha sido útil no instalar de uma consciência colectiva de exigência e de uma cultura de tolerância e de respeito pela divergência de opinião.

Assim espero.

VOLTEI!!!


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Regresso...


Estou a pensar regressar...

domingo, 29 de junho de 2008

Fraude e hipocrisia.


António Miguel Ferreira quebrou o “blackout” da Comissão Política do PSD Mealhada ao “Mealhada Moderna” e concedeu uma entrevista ao dito.

Suspeito que o facto radica na abolição do artigo de opinião de Breda Marques ao mesmo semanário.

O entrevistado fala em nome do Partido, suspeitando-se que César Carvalheira tenha ficado, repentinamente, afónico; ou então que tenha sido João Peres a indicá-lo.

Miguel Ferreira fez o que sempre faz: o que lhe mandam.

Mas debrucemo-nos sobre as 2 páginas entrecortadas com uma foto alindada pela camisa “Hugo Boss” e pela gravata “Pierre Cardin”.

Miranda Ferreira “esfola-se” por justificar o apagamento do Partido desde que a CPS foi eleita; fala de trabalho e mais trabalho interno e refere que este não se vê.
Somos tentados a concordar: não se vê, de facto.

Depois entretém-se num exercício estranho de imputar responsabilidades aos anteriores dirigentes do Partido; apelida a anterior CPS de falta representatividade e dinâmica e arquitecta uma teoria que, alegadamente, sustenta a ocorrência da antecipação de eleições internas para 11 de Abril deste ano.

Grave e deselegante é o ataque cerrado a Carlos Marques, onde o entrevistado se define como o “longa manus” de uma estratégia definida na antecâmara do poder.

Os actuais dirigentes do PSD não perseguem a unidade e o consenso e fazem-nos crer que tentam, hipocritamente, fazer passar um “chavão” que em nada se coaduna com a realidade.

Neste contexto, basta contrapor a atitude adoptada por Carlos Marques no Pós eleições com esta assumida por Miranda Ferreira.
Este fala num PSD letárgico e sem dignidade na Era Carlos Marques e assume a “apologia do nós”, perspectivando um Partido perfeito na Era César Carvalheira.

Mais disse que o anterior Presidente ignorou pura e simplesmente a actual estrutura não tendo feito “a passagem de turno” de forma conveniente.
Esta “pedra” além de injusta traz para a “praça pública” matérias que foram tratadas internamente, em plenário de militantes.
Nuno Canilho foi entregar nas mãos de César o “espólio” que guardara durante anos e que sonegara a todos os anteriores dirigentes do PSD Mealhada.

Lamentável e repugnante!

A Miguel Ferreira cola-se, subliminarmente, o pior dos defeitos: dizer o que lhe mandam e não o que sente.

Unidade e consenso assumem outras definições no contexto Cesariano: fraude e hipocrisia.

terça-feira, 24 de junho de 2008

...boca grande inexperiente.

Na última Assembleia Municipal, a 13 Junho 08, António Miguel Ferreira, eleito pelo PSD àquele órgão, levantou suspeitas que encerram uma gravidade extrema.

Afirmou que o têm abordado no sentido de a Câmara Municipal de Mealhada privilegiar a contratação de pessoas com afinidades, directas ou indirectas, ao Partido Socialista.
Os episódios reportar-se-ão a irregularidades nos concursos de admissão de trabalhadores em função de conotações familiares e profissionais com dirigentes Socialistas.

Considerou o Município como pessoa de bem e referiu não poder pactuar com meras insinuações, mas não se coibiu de solicitar, em tom intimidatório, a listagem de pessoal contratado a termo, a prazo e as avenças desde 2005.

Finalizou, aludindo ao prestígio e à credibilidade do Executivo Municipal e à necessidade de os preservar “intocáveis”.

Entendo que o Deputado Municipal agiu mal.

Se sob ponto de vista substancial poderia angariar um capital de queixa relativamente à gestão Socialista, sob ponto de vista formal deitou tudo a perder.

Referiu não pactuar com meras insinuações e estar preocupado com a honorabilidade da Câmara Municipal enquanto pessoa de bem, mas difundiu-as e “beliscou-a” de forma clara sem uma base de sustentação sólida e inequívoca.

E em plena sessão da Assembleia Municipal.

António Miguel Ferreira “ancorou-se” no “diz que disse” e esqueceu-se de um argumentário sólido e insuspeito que, habitualmente, provém da prova.
Para um advogado é um erro de palmatória e denota uma pueril e comprometedora forma de estar na política.

Mas o mais grave é que Miguel Ferreira colou o PSD à sua atitude, ficando os dois bastante mal “na fotografia”.

A honorabilidade e a isenção não se provam, constroem-se.

Ao invés, as acusações necessitam de bases sólidas de sustentação.


domingo, 22 de junho de 2008

Congressistas...


César Carvalheira e João Peres foram ao Congresso do PSD em Viana do Castelo como delegados eleitos pelo Concelho da Mealhada.

Andaram dois dias perdidos, pois foram para o Algarve, pensando que o Conclave se realizaria ali.

Vinham na viagem de regresso.
Coloquei um microfone no Mercedes, disfarçadamente…

- Como é que esta porra foi acontecer? Vociferou João Peres a César Carvalheira perdido da vida…
- Sei lá…sei lá…
César, empedernido de medo, tentava ocultar que o sucedido radicava na falta de chave do apartado do Partido e, na consequente, falta de leitura das cartas enviadas pela Nacional.

- O que diziam as cartas? Questionou Peres.
- Não as conseguimos levantar do correio. Respondeu Carvalheira a tremer.

- O quê??? Estás a falar a sério???
- Como é que isso é possível? Então não havia ninguém que as fosse buscar?

- Pois…
O Jacinto esqueceu onde é o posto dos correios; não se recorda.
O João Pires foi para o estrangeiro gozar uma viagem que a mulher ganhou na farmácia; diz que estas coisas não se podem desperdiçar.
O Miguel Ferreira diz que não tem tempo; anda a ensinar o Canilho a escrever e o tempo livre que tem (pouquíssimo…) aproveita-o para comprar fatos, gravatas e camisas.
Já lhe perguntei pelas meias e boxers, mas ele diz que se pode andar sujo e rasgado por dentro desde que se brilhe por fora…

- Isto está bonito, qualquer dia, num plenário, deito esta cambada toda abaixo e apoio o menino Mota à presidência do partido. Desabafou Peres.
- Ainda pedi ao Dr. Frias, mas a Feira de Artesanato e Gastronomia demorou uma semana…Tentou desculpar-se Carvalheira.

- Não pode ser… não pode ser…já viste que perdemos dois dias enquanto o Breda andou a negociar com a Manuela, com o Santana e com o Passos Coelho.
Vais ver que ainda consegue um lugar numa Multinacional a ganhar muito dinheiro.
E o meu Bruno na “Companhia da Brasa”…
- Não é isso que me preocupa – respondeu César – do que tenho medo é do Carlos Marques; acho que o tipo anda a preparar alguma coisa: não nos critica, afirmou querer trabalhar com a Comissão Política e está a falar com os militantes…
Isto é que me preocupa.
E fica descansado que o teu Bruno já tem o lugar seguro, é só apear o puto do Luso; está tudo pensado…

- Porra… não consigo resolver o problema do Hospital, o Carnaval só me dá chatices e agora o meu filho ainda vai ver o lugar de deputado por um canudo…
Razão tem o Marqueiro…razão tem o Marqueiro…
- Oh Peres, tem calma que eu resolvo essas situações; dá-me só algum tempo…

- Não! Vais de charola não tarda nada…
Olha liga aí ao Jacinto que acho que me enganei na estrada.
E foram ter a Marrocos…

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pérolas...


Aqueles que, insistentemente, têm afirmado que a Comissão Política do PSD Mealhada não toma posições políticas, estão a ser injustos.

Procurei de forma veemente, no meu arquivo, um argumento que contrariasse essa ideia e consegui encontrar:

Na passada sexta feira, dia 13 de Junho 08, em plena Assembleia Municipal, o 1º Vice-presidente do PSD Mealhada, António Miguel Ferreira, apelidou José Cadete (vogal do dito Órgão, eleito pela CDU) de SEPARATISTA.

É verdade, SEPARATISTA!!!!

A alocução, contendo o termo, motivou, aliás, reuniões preparatórias da Comissão Política que se estenderam durante todo o mês de Maio e, ainda, uns diazitos de Abril e foi sustentada em declarações de José Cadete acerca da sua terra natal – a Pampilhosa.

Ouvido pelo “Diário do Burgo”, António Miguel Ferreira afirmou haver, já, a definição de uma estratégia para “aniquilar” o vogal da CDU, isto tendo em conta o perigo que ele representa para o partido e para o Concelho.

A Pampilhosa ficará “debaixo do olho” do PSD Mealhada, afirmou “a mão direita” de César Carvalheira.

Fontes bem posicionadas referem que a JSD, de Bruno Coimbra, vai fazer o patrulhamento da zona Norte da Freguesia.

Fernando Marques, em representação dos Núcleos Residenciais do Partido (que não têm tido descanso com a liderança actual), fará o patrulhamento da zona Sul.

Pedida a colaboração a Mano Soares, para financiar a operação, este terá dito:
“Não faço nada por uma razão de mera inércia!”